Pular para o conteúdo principal

Intercâmbio Hiboriano

Intercâmbio Hiboriano

Nos anos 80, o desenhista José Adail sugeriu na seção de cartas da “Espada Selvagem de Conan”, que desenhistas amadores trocassem entre si seus desenhos inéditos (e inspirados) nos seus heróis.

Correio convencional

Isto numa época em que os desenhos eram enviados por cartas através do correio convencional (acho que fui um dos primeiros a escrever para o Adail!). 

Troca de experiências

Nasceu aí o Intercâmbio Hiboriano, período em que fiz bons amigos do traço, já que havia mais do que uma permuta de ilustrações, trocávamos ‘experiências’, técnicas, dicas e truques.

Desenhos do Conan bárbaro por Milton Kennedy

Senhores pais de família

Na imagem acima três ilustrações da época do "Intercâmbio Hiboriano". Ainda mantenho contato com alguns desses artistas (que atualmente já são senhores pais de família) 😄

Troca de esboços a lápis

O mais legal foi quando passamos a enviar esboços a lápis para o outro arte-finalizar. 

Como o envio era feito pelo correio convencional levava um tempo para receber o desenho de volta, daí ficava aquele suspense imaginando como ficaria o trabalho pronto. 

Ah, e eu tenho arquivado todas as ilustrações que recebi da galera...


Desenho do Conan bárbaro por Milton Kennedy

José Adail F. Nunes

O Conan à direita (no barco), foi a primeira ilustração que recebi do Adail, fiquei horas imaginando como ele fez aqueles brilhos (detalhe: nem sonhávamos em Photoshop). 

As outras ilustrações em primeiro plano são de Charles e Renato Pereira Coelho.

Comentários

  1. Fantástico, meu amigo!!! Época incrível, não?
    Sou fã do Conan e com certeza participaria do grupo.

    Grande abraço e, mais uma vez, parabéns pelas grandes postagens, camarada!

    Fica com Deus e grande abraço.

    ResponderExcluir
  2. Fico imaginando a expectativa que era esperar as cartas. Desenhos maneiros.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Fique mais um pouco! Veja também:

Nem toda ajuda vem do bolso

Nem toda ajuda vem do bolso Olá amigos, vocês já perceberam que muitos de nós imaginam que só podemos ser úteis quando temos dinheiro, bens ou algum tipo de recurso material para oferecer? Claro, viver em uma sociedade marcada por tantas desigualdades nos mostra o quanto a ajuda financeira é importante. E ela faz diferença, sim! Mas… e quando não temos nada material para dar? Será que, nesse momento, deixamos de ser capazes de ajudar? A verdade é que não. Porque todos nós temos algo extremamente valioso: as nossas palavras . O poder silencioso das palavras Quantas vezes subestimamos o poder e o impacto de uma conversa simples?  Há algum tempo, o escritor e palestrante Saulo César , parou no sinal com sua filha e uma pessoa se aproximou vendendo frutas. Ele conta que não estava precisando comprar nada e, naquele momento, também não tinha como ajudar financeiramente. Ainda assim, baixou o vidro, conversou um pouco com o vendedor, perguntou como ele estava, como estava o dia, e desejo...

Encapando uma prancheta

Encapando uma prancheta Olá galera, hoje a postagem é inspirada num trabalho da artista e amiga Mari Rodrigues ( clique aqui para conhecer), onde ela ensina a encapar uma prancheta com tecido.  Recortes de revistas em quadrinhos Só que aqui usei recortes de revistas em quadrinhos (lembrando que não sou artesão, isto foi apenas uma divertida tentativa). Material Vamos lá: o material é bem barato, você vai precisar de cola (pode ser escolar), pincel ou rolinho para aplicar a cola, tesoura, revista de quadrinhos, verniz acrílico para acabamento e (é claro) a prancheta, rsrsrs.  O ideal é escolher um modelo em que seja possível retirar a parte metálica (não foi o meu caso). Como fazer Daí é só aplicar a cola na prancheta e ir colando os recortes dos quadrinhos. Após a colagem das imagens (espere secar), pode-se usar uma caneta piloto para definir o contorno dos quadrinhos. Só alegria Depois de tudo seco, para impermeabilizar e dar um acabamento aplique uma fina cam...

Praça – Monte Santo de Minas MG

Praça – Monte Santo de Minas MG Hoje, encerrando a retrospectiva dos trabalhos arquitetônicos que elaborei em 2010, quero compartilhar com vocês o projeto de um espaço muito especial: a praça que projetei para a prefeitura de Monte Santo de Minas, através da Santos e Aleixo Engenharia . Áreas livres sem muitos equipamentos Sabe aquela sensação de chegar em um lugar e se sentir livre? Foi exatamente isso que guiou meu traço. Muitas vezes, a gente peca pelo excesso, mas aqui a intenção foi o oposto. Escolhi trabalhar com materiais simples e, acima de tudo, econômicos. A ideia não era encher o espaço de equipamentos, mas sim deixar áreas livres. Afinal, uma praça ganha vida quando as pessoas ocupam o vazio: seja para uma conversa de fim de tarde, uma brincadeira de criança ou apenas para ver o tempo passar. O foco aqui foi a convivência real.   Blocos intertravados e tijolos aparente Para o piso , optei pelos blocos intertravados . Para quem não é da área, eles são c...