segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Folia de Reis

          Quando eu era garoto, apesar do medo que sentia, gostava muito de ver pelas ruas da cidade uma antiga tradição (que ocorre agora no período entre 25 de dezembro a 06 de janeiro) a Folia de Reis, com seus integrantes de roupas excessivamente coloridas, máscaras e bandeira.

Folia de Reis

         As Folias, ou companhias de Reis são formadas por três ‘bastiões’, representando os Reis Magos(*) e por músicos, que saem pelas ruas cantando e dançando para saudar o nascimento de Jesus.
          Conta a lenda que as máscaras se deve ao fato de que após a visita ao menino Jesus, os Reis Magos partiram anunciando o nascimento do Messias, e para não ser reconhecidos por Herodes, cobriam o rosto com uma máscara e divulgavam o advento através de canções.
        Aqui em Alfenas existe até um bairro com esse nome (ver postagem sobre Mário Giramundo), onde acontece uma grande festa com o encontro das Folias.
          Uma pena que esta tradição esteja acabando, pois a Festa de Santos Reis faz parte da nossa cultura.

(*)Mas quem eram estes personagens?
          O evangelista Mateus (Mat 2:1-12) relata a visita de ‘alguns’ Magos ao Menino Jesus e sua mãe Maria (José não é citado nesta passagem), o texto também fala explicitamente em ‘casa’ e não gruta.
        Os historiadores gregos, Herodoto e Xenofonte, informam-nos que os “magos” constituíam uma casta sacerdotal muito conceituada entre Medos e Persas, ocupando-se, sobretudo de medicina e astronomia (astrologia).
          O fato do serem “magos” os sacerdotes persas faz supor que tenham vindo da Pérsia. Porém, por serem astrólogos, supõe-se que eram da Caldéia.
         Seus nomes reais são desconhecidos. Beda (escritor inglês nascido em 673 e desencarnado em 735) é que os batizou de Gaspar, Melchior e Baltazar. 
          Também não sabe-se ao certo quantos eram: a tradição da igreja latina os limita a três, no entanto nas igrejas sírias e armênias julga-se que eram doze.
          Ofertaram a Jesus os seguintes presentes: ouro (simbolizando a Luz e Sabedoria), incenso (representando a devoção pessoal a Deus e aos homens) e mirra (significando o sacrifício e renúncia ao próprio eu).

Fonte de pesquisa: Sabedoria do Evangelho, 1º volume, de Carlos Torres Pastorino.

2 comentários, é um milagre!

Emerson Fialho Art Blog disse...

Muito obrigado pela força, amigo Milton!
Que bom que também és fã do Conan... Também colecionava "A Espada Selvagem", mas fui crescendo e, nas várias mudanças, minha mãe deu fim à minha coleção. Porém, estou resgatando através de download os gibis que tive. Legal, né?

Valeu mais um comentário e fica com Deus, sempre!

Abraço cordial, do amigo Emerson Fialho.

VELOSO disse...

s pelo post resgatando um pouco de uma antiga tradição sempre tenho otimas surpresas caminhando por aqui!

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