Onde moram as nossas tentações?
Você já sentiu que o mundo parece um campo minado de tentações? Seja
na alimentação, na ética profissional ou nos nossos relacionamentos, às vezes
temos a sensação de que "o lá fora" está o tempo todo tentando nos
desviar do caminho.
Mas hoje, convido você a uma reflexão diferente. E se eu te dissesse
que a origem dessas tentações não está nas vitrines, nas redes sociais ou nas
atitudes alheias, mas sim dentro de cada um de nós?
O espelho do mundo íntimo
A verdade é que o que é uma tentação irresistível para um, pode ser
algo totalmente indiferente para outro. Se a tentação estivesse "no
mundo", ela afetaria a todos da mesma forma. O que faz alguém ceder a um
impulso nocivo enquanto outro passa pela mesma situação com naturalidade?
A resposta é o nosso mundo
íntimo. A tentação nada mais é do que um reflexo de algo que ainda
carregamos na nossa essência. É um sinalizador das nossas imperfeições e
limitações que ainda precisam de cuidado.
Olhe para trás com compaixão (Você está melhorando!)
Às vezes, ao percebermos nossas falhas, caímos na armadilha da culpa
excessiva. Mas pense comigo: se acreditamos na evolução constante, a melhor
versão de você, de todas as suas experiências até aqui, é a que existe hoje.
Daqui para trás, nós éramos ainda mais imperfeitos. Olhar para o nosso
interior e perceber que ainda temos impulsos a corrigir não deve ser motivo de
tristeza, mas de alegria. Significa que você já avançou o suficiente para ter
consciência de onde precisa melhorar.
O outro como seu professor
Existe uma prática simples para identificar o que precisa ser
trabalhado internamente: preste atenção
às suas reações diante dos outros.
Muitas vezes nos sentimos vítimas: "Fulano me irritou",
"Ciclano me caluniou". Mas a sua reação diz muito mais sobre você do
que sobre o comportamento do outro. Lembra de como você reagia a certos
problemas na adolescência e como reage hoje? O problema mudou? Provavelmente
não, mas você mudou. Você ampliou
sua visão.
Quando alguém te fere ou incomoda, use esse incômodo como um mapa. Ele
indica exatamente onde, no seu mundo íntimo, ainda existe uma ferida ou uma
imperfeição que pede atenção.
As ferramentas: Vigilância e Oração
Para não sermos apenas barcos à deriva desses impulsos, temos duas
ferramentas poderosas:
1. Vigilância: É a atenção
plena sobre si mesmo. Ela fortalece a nossa consciência e nos permite dizer:
"Olha só, estou reagindo assim por causa de uma limitação minha".
2. Oração: Longe de ser
apenas um ritual, a oração é como organizar sua "caixa de
ferramentas" interna. Quando oramos, deixamos o que temos de melhor —
nossos recursos mais nobres — acessíveis para serem usados nos momentos de
crise.
Vigiar e orar não é para evitar que o mundo nos tente, mas para que as
nossas imperfeições internas não encontrem eco nas situações do cotidiano. Com
entendimento e sem autopunição, fica muito mais leve crescer e progredir.
Fonte da postagem:
Texto adaptado do vídeo “Como vencer tentações através da consciência e da oração”, do expositor Saulo César, baseado em Mateus 26:41 e no comentário “Vigiemos e Oremos”, de Emmanuel.

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