Pular para o conteúdo principal

Praça – Monte Santo de Minas MG

Praça – Monte Santo de Minas MG

Hoje, encerrando a retrospectiva dos trabalhos arquitetônicos que elaborei em 2010, quero compartilhar com vocês o projeto de um espaço muito especial: a praça que projetei para a prefeitura de Monte Santo de Minas, através da Santos e Aleixo Engenharia.

projeto arquitetônico de praça

Áreas livres sem muitos equipamentos

Sabe aquela sensação de chegar em um lugar e se sentir livre? Foi exatamente isso que guiou meu traço. Muitas vezes, a gente peca pelo excesso, mas aqui a intenção foi o oposto. Escolhi trabalhar com materiais simples e, acima de tudo, econômicos.

A ideia não era encher o espaço de equipamentos, mas sim deixar áreas livres. Afinal, uma praça ganha vida quando as pessoas ocupam o vazio: seja para uma conversa de fim de tarde, uma brincadeira de criança ou apenas para ver o tempo passar. O foco aqui foi a convivência real. 

Projeto arquitetônico de praça pública

Blocos intertravados e tijolos aparente

Para o piso, optei pelos blocos intertravados. Para quem não é da área, eles são como um "quebra-cabeça" grande e extremamente funcional. Além de serem mais econômicos, eles têm uma drenagem de água excelente e, se um dia a prefeitura precisar mexer em alguma tubulação embaixo, é só retirar e encaixar de novo. Prático, não é? 

Já os canteiros, foram planejados em tijolos aparente. Existe algo nesse material que traz um calor imediato para o olhar. Ele quebra a frieza do concreto e deixa o ambiente com aquele ar aconchegante de "lugar feito para pessoas".

Projeto arquitetônico praça infantil

Foi um projeto que curti muuuito fazer e espero que essa simplicidade transmita a paz que projetei para os moradores de Monte Santo de Minas. Nas próximas postagens trarei projetos que realizei em 2011. 

Gostou desse projeto?

Convido você a dar uma navegada aqui pelo blog para conhecer outros trabalhos e idéias que venho desenvolvendo ao longo dos anos. Tem muita arquitetura com alma esperando por você!

Grande abraço e muita paz interior.

Ficha técnica:
Praça
Projeto arquitetônico: Milton Kennedy Aquino
Ano: 2010
Local: Monte Santo de Minas MG
Área: 1667,00 m²

7 comentários, é um milagre!

  1. Ficou muito HARMONIOSO adoro PRAÇA! Tudo de bom!

    ResponderExcluir
  2. Oi amigo Milton...

    Adorei a praça...sabe que bateu uma saudade do tempo em que meus filhos eram crianças e iamos nas pracinhas brincar hehehe.

    Obrigada por me visitar. Realmente sumi hehehe..estava viajando e voltei para o trabalho, para meus amores e para os blogs hehehe

    Beijos.

    ResponderExcluir
  3. A primeira coisa que eu pensei foi "Queria que essa praça fosse no meu bairro".. saushsahs
    Esse foi o projeto que eu mais gostei, a praça ficou bonita demais.

    ResponderExcluir
  4. Quero ser um arquiteto assim...trabalhos e maus trabalhos...
    Parabéns Milton

    ResponderExcluir
  5. Duas coisas (na verdade várias ao mesmo tempo uai):

    Grato pelo presente de Natal para o meu blog, queria a sua assinatura nele!

    Seu projeto arquitetônico tem um bom gosto exuberante, veio com a visão da acessibilidade primordial que deve existir em todos os projetos modernos e os detalhes são fantásticos! Parabéns!

    Abraços renovados meu amigo!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Fique mais um pouco! Veja também:

O sorriso de pedra

O sorriso de pedra Olá amigos, hoje trago uma modesta ilustração que fiz inspirada em um livro que terminei de ler há poucos dias, “O sorriso de pedra”, um romance incomum, ambientado na França do século XVIII. Separados por interesses mesquinhos Nesta obra, Monsenhor Eusébio Sintra, através da psicografia de Valter Turini, narra a história de dois casais que se vêem separados por interesses mesquinhos e fúteis.  Vincent e Céline O primeiro deles, Vincent e Céline, são impedidos de viverem seu grande amor devido a acordos realizados entre os pais cujo objetivo era aumentar a riqueza da família.  Stella e Antonie No decorrer da narrativa conhecemos as personagens Stella (escultora e filha do arquiteto) e Antonie (um tratador dos cavalos do rei), que também têm seu belo caso de amor culminado em terrível tragédia. Imperador Justiniano e a reencarnação O livro ainda faz breve referência ao decreto do imperador Justiniano (do ano de 553), que para ocultar o passa...

Encapando uma prancheta

Encapando uma prancheta Olá galera, hoje a postagem é inspirada num trabalho da artista e amiga Mari Rodrigues ( clique aqui para conhecer), onde ela ensina a encapar uma prancheta com tecido.  Recortes de revistas em quadrinhos Só que aqui usei recortes de revistas em quadrinhos (lembrando que não sou artesão, isto foi apenas uma divertida tentativa). Material Vamos lá: o material é bem barato, você vai precisar de cola (pode ser escolar), pincel ou rolinho para aplicar a cola, tesoura, revista de quadrinhos, verniz acrílico para acabamento e (é claro) a prancheta, rsrsrs.  O ideal é escolher um modelo em que seja possível retirar a parte metálica (não foi o meu caso). Como fazer Daí é só aplicar a cola na prancheta e ir colando os recortes dos quadrinhos. Após a colagem das imagens (espere secar), pode-se usar uma caneta piloto para definir o contorno dos quadrinhos. Só alegria Depois de tudo seco, para impermeabilizar e dar um acabamento aplique uma fina cam...

Ainda tem alguém aí?

Ainda tem alguém aí? Olá amigos, vocês perceberam que muita gente já decretou a morte dos Blogs? E isto aconteceu quando o primeiro vídeo curto de 15 segundos viralizou nas redes sociais. Diziam alguns "Ninguém mais tem paciência", e outros até previam "O texto morreu". Mas, se você está lendo estas palavras agora, felizmente você acaba de provar que eles estavam errados. O abraço em forma de parágrafo Houve um tempo em que os blogs eram como diários virtuais. A gente escrevia sobre aquela música da nossa banda preferida, que não saía da cabeça. Fazíamos resenhas de filmes e séries, ou postávamos poesias e poemas autorais. Era uma internet mais lenta, mais doce, onde a gente esperava o comentário de um estranho como se fosse uma carta pelo correio. O tempo passou, o mundo acelerou, e o "diário" mudou de casa. Mas algo curioso aconteceu: a gente cansou do barulho. Por que ainda ficamos por aqui? Em um mar de dancinhas e informações que somem em 24 horas, o ...